quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A façanha de Armínio

Estátua de Armínio construída no século XIX
 
       Há pouco mais de dois mil anos, o Império Romano ocultou uma derrota acachapante para as tribos germânicas. Em 9 de setembro do ano de 9 da nossa Era, o valente Armínio comandou uma emboscada na floresta de Teutoburgo, na atual Alemanha, massacrando três legiões romanas que controlavam a região. O comandante Públio Varo, ao perceber a cilada e que fora traído por Armínio, que era ex-combatente do exército romano, cometeu suicídio. O resultado crucial desta batalha foi o estabelecimento dos limites de domínio do Império Romano até o rio Reno. 
       Segundo historiadores romanos daquele período, Armínio*, traiçoeiramente, avisou Varo sobre uma revolta germânica, a qual deveria ser suprimida o mais rápido possível. Indicou-lhe um atalho na Floresta de Teutoburgo, uma área com bosques impenetráveis, cheios de colinas e barrancos, como local ideal para combater a revolta. Um terreno, portanto, que obrigava a já heterogênea coluna romana a estirar e desordenar ainda mais as suas fileiras. Foi assim que ele esquartejou os romanos na floresta.
 
       Tempos depois, o então general Tibério (que viria a ser Imperador) recuperou o território. Mas a tragédia arquitetada e executada por Armínio jamais chegou aos ouvidos da plebe romana. Seria nefasto para a autoestima do Império.  
 
* O nome em latim era Arminius e em alemão é Hermann.

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